Uma das situações mais injustas das democracias modernas é um indivíduo ser julgado e preso por algo que nunca fez.
No entanto, canso-me de ouvir “Devia ir preso”. Afinal, acusar é fácil. Mas seria importante avaliar os factos, em vez de se cair na tentação fácil de “remover” as pessoas da sociedade “moderna” com justificações e factos “provados” vagos e estranhos.
A situação que te trago ocorreu em Inglaterra, onde um tribunal britânico revogou uma sentença que tinha sido proferida a Sean Hodgson, há 27 anos atrás, que tinha sido preso por homicídio.
Este caso é um dos mais graves erros do sistema judicial do Reino Unido. É que Sean esteve preso durante 27 anos por um crime que nunca cometeu e, só agora, foi ilibado devido a novos testes de ADN.
Sean foi acusado de um homicídio ocorrido em 1979. A sentença foi só proferida em 1982. E a pena era relativa ao assassínio de uma mulher de 22 anos, Teresa de Simone, que foi encontrada morta por estragulamento, dentro do seu carro. Esta foi encontada já morta e violada, junto ao bar onde trabalhava, em Inglaterra.
Trata-se de um dos casos mais graves de erro judicial, no Reino Unido.
No entanto, Sean Hodgson, sendo um dos suspeitos, confessou-se como culpado do crime, apresentando incoerências nas alegações.Em 1979, quando os testes de ADN ainda não existiam, a polícia baseou-se apenas na sua confissão e em amostras de sangue, supostamente encontradas no local do crime.
A polícia reabriu agora o processo e irá tentar encontrar o verdadeiro culpado.
Segundo consta, o senhor sofria de uma doença mental em que mentia compulsivamente. Se, por acaso, agora vem cá para fora passear e ainda não largou o vício, daqui a umas semaninhas vai ser entalado de novo. Mas agora com mais 27 anos em cima, já tem idade para ter juízo.
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Olá, certamente, não existe nada mais revoltante do que uma notíca dessas. Uma pessoa ficar quase trinta nos presa sem dever nada. Quem irá devolver o tempo perdido para essa pessoas? A vida só temos uma e trinta anos não se recupera. Quem foi responsável por isso deve pagar muito bem pago para servir de exemplo.
Abraços
Francisco Castro
Oi Francisco,
Tem toda a razão. É frustrante. E há quem fique condenado a prisão perpétua e até pena de morte injustamente.
É daquelas particularidades da sociedade e da justiça humana que tantas vezes falha mas que tenta, da melhor forma, acertar. Não há como evitar. Acho. Pelo menos nunca tive nenhuma ideia peregrina de como fazer justiça sem errar.
Abraços,
Francisco