Um enfarte é algo que dói imenso e uma pessoa mal se consegue mexer.
No entanto, um cirurgião napolitano teve um enfarte precisamente no momento em que estava a operar um doente com um tumor cerebral e decidiu continuar a operação!!!
Claudio Vitale explicou que mesmo durante a meia hora em que esteve com dores, decidiu continuar a operação porque estava numa fase delicada.
“Se me tivessem substituído, o meu colega teria encontrado uma situação complicada, com uma hemorragia em marcha. Eu preferi acabar, extrair o tumor, proceder à hemostase e depois correr para a sala de operações ao lado para eu mesmo ser submetido a uma intervenção.”, disse o cirurgião
Claudio Vitale, depois de ser operado, acrescentou que o filho do paciente que operou lhe enviou, comovido, imensas mensagens a agradecer.
Eu acho que se fosse eu a ser operado e este médico aguentasse um enfarte só para eu não morrer, acho que lhe cortava as unhas dos pés durante um ano e ainda lhe levava o cão à rua todos os dias. Só naquela, de agradecimento. Tem um ar tão simpático.
Nós por cá também temos grandes médicos. E eu hoje estive com um desses exemplos, no Instituto Português de Oncologia. O Dr. Gentil Martins.
Este é um excerto do site “Os Grandes Portugueses“:
“António Gentil Martins nasceu em Lisboa, em 1930, no seio de uma família de reconhecidos médicos. Por 30 anos dirigiu a cirurgia pediátrica do Hospital D. Estefânia, em Lisboa. Trabalhou em oncologia e desenvolveu técnicas cirúrgicas originais. É talvez o mais conceituado cirurgião pediatra que temos e um reconhecido especialista em cirurgia plástica, reconstrutiva e estética. Fez nada menos do que sete separações de gémeos siameses, que lhe valeram fama mundial. (…) Foi Bastonário da Ordem dos Médicos durante 10 anos e dirigente da secção portuguesa da ICS (Internacional College of Surgeons). ”

