Uma clíníca de reabilitação de droga na Sérvia funciona na Igreja Ortodoxa Sérvia.

E então o funcionamento da coisa é simples. Quanto te portas mal, tratam da tua saúde.

Como? Literalmente à paulada e ao murro!!!

Quando vejo cenas destas, mais certezas ganho que qualquer tipo de repreensão física  por parte dos pais em relação aos filhos é errada.

No entanto, o governo podia tirar algumas ideias.

Podia aplicar o método da paulada, em diferentes escalas, a criminosos, drogados, padres que violam crianças, abusadores de animais, educadores que batem nas criancinhas, etc.

O que eu achei bizarro foram as imagem católicas na parede, enquanto o homem espanca o toxicodependente. _putz_

Qualquer dia acredito que a religião, no fundo, é o que nós quisermos que ela seja.

E se for preciso um padre, basta alugar um online.

10 Responses to “Recuperação de drogados à paulada em Igreja”

  1. Inês says:

    O problema é esse mesmo… a religião é tudo aquilo que alguém, um dia, se lembrar que seja.

    O que interessa mesmo é a nossa espiritualidade: se sentimos a presença de algo poderoso, se sentimos que nós somos o que é poderoso, etc e por aí fora.

    James Joyce disse algo como “não existe filosofia ou doutrina que menos compreenda a natureza humana, do que a Igreja”. O que quero dizer com isto é que o “não devo” é “não devo porque me faz mal” e não “não devo porque Deus castiga”.

  2. Francisco says:

    @Inês
    Inês, essa frase é bem poderosa. Também acho que deve ser assim. No entanto, como somos educados em criança sob uma doutrina, acabamos por fazer muitas vezes a pensar em Deus. E olha que eu sou agnóstico.

  3. [...] tal como no post de ontem, um elemento reliogo, neste caso uma cruz, “assiste” às cenas de pancadaria. [...]

  4. Inês says:

    @Francisco
    Acho que toda a gente se devia instruir bastante, especialmente no que toca às religiões e etc… Não gosto de arrancar as pessoas das suas crenças, mas a verdade é que um dos principais motivos da existência de guerras, é a religião e, por isso, não pode ser tratada com leviandade.

    Há tempos, numa aula, um rapaz da minha idade, novinho, afirmou peremptoriamente, que a homossexualidade era comparável à pedofilia. Que era uma doença e que quem se afirmava tal, devia era admitir que tinha um problema para ser ajudado. E mais coisas escandalosas. Rapidamente nos apercebemos que vinha de um lar Católico restrito. Hesitei muito, mas não aguentei e, quando cheguei a casa, enviei-lhe um email, onde dizia tudo o que pensei sobre a falta de consideração que teve por todos nós e da maneira como insistia em manter-se ignorante e afastado do mundo, protegido por algo que era mais do que contestável.

    Há um documentário muito interessante, que começa exactamente com este tema. Chama-se Zeitgeist, não sei se já viste? É um ponto de vista, que considero válido como complemento de outros estudos mais intensos.

    Há coisas que são importantes, esta é uma delas. Podemos acreditar ou não, mas é preciso que nos eduquemos para podermos decidir isso. É por isso que não acho certo as famílias que educam os filhos sob uma crença como se ela fosse a verdade absoluta e suprema. Os conceitos de religião e espiritualidade devem fazer parte da educação de uma criança, mas na generalidade, mais do que na especialidade. Só a partir de certa idade é que os miúdos começam a ter mais interesse por esse assunto. Nessa altura, há que dar a conhecer as diversas religiões e tentar ser o mais imparcial possível.

    • Francisco says:

      @Inês
      E tu achas que alguém consegue ser imparcial? Até a justiça tem parcialidade. Mas claro que isso deveria ser sempre assim.
      Em muitos casos, a criança nem diz uma palavra, já foi baptizada.
      Agora não sei se a religião é a maior causa das guerras. Por um lado, é verdade. Mas se não houvesse, será que não havia ainda mais??
      Eu não sou religioso mas já fui católico. Acho até a ideia de ajudar o próximo, a melhor do mundo. Vivo isso diariamente. Às vezes demais.
      E acho que é importante dar a conhecer a um jovem as várias religiões, mas de forma inteligente, sem ser de forma leviana.
      Eu vou ver esse documentário. Um que ando para ver há algum tempo atenção é este, What the bleep do we know? Down the rabbit hole.
      http://www.youtube.com/watch?v=tSk51Lp-vHU
      E quanto a esse rapaz, só demonstra falta de conhecimento. Eu não tenho certezas quanto o que é doença ou não. Homossexualidade já foi considerada doença. Hoje não é. Outras parafilias já foram comuns. Hoje são doenças. Até os alimentos que faziam bem há 2 ou 3 anos, hoje descobrem que afinal fazem mal. Enfim… tudo muda.
      Eu acho que o importante é cada um ser feliz, contagiar com essa alegria as pessoas e animais que rodeiam, e não invadir a liberdade alheia de forma a não incomodar ninguém. Se toda a gente fizesse isto…. tudo seria tão mais fácil.

  5. Inês says:

    @Francisco
    Claro, é muito difícil mantermos imparcialidade, mas há que tentar. A educação de uma criança também é sempre pontuada por contradições, mas temos de tentar equilibrar as coisas.

    Claro que a maioria das religiões até têm muitos princípios bons e acho bem que possam ser integrados no nosso dia a dia. Mas isso não significa que nos sujeitemos a tudo o que nos digam que é verdadeiro. Somos humanos porque podemos concluir do nosso próprio raciocínio e é apenas isso que penso que as pessoas deviam ter atenção.

    Eu fui baptizada quando era bebé, mas sinceramente isso não me aquece nem arrefece, porque não me considero vinculada a religião nenhuma. Acredito no que acredito, não preciso de uma comunidade a apoiar a minha crença. Não quero desvalorizar o apoio psicológico que isso pode trazer, mas considero a minha espiritualidade tão íntima quanto a minha orientação sexual, porventura até ainda mais: dificilmente terá alguma coisa a ver com outros e apenas eu decido o que quero interpretar daí.

    Em relação às guerras, repara, quantas guerras é que estudaste, ou ouviste falar, que não metessem o assunto religião pelo meio? Digo apenas que é um dos motivos, não posso precisar que é a maior causa. Nem nunca pensaria que a religião não devia existir. Deve existir espiritualidade e é preciso cuidado com a religião, pois arrasta multidões, por vezes para as piores coisas (vê a história do The Peoples Temple e outros que tais). De qualquer forma, a verdade é que no tempo das religiões politeístas, existia muito mais tolerância religiosa e as guerras dessa altura dificilmente tinham como base a religião, eram geralmente por causa de território ou estupidez humana.

    Há outro documentário, que por um lado me fez rir e por outro me fez sentir mal, porque o senhor que o comanda é um pouco gozão, que se chama Religulous – http://www.imdb.com/title/tt0815241/

    Entretanto vou ver esse que disseste.

    Concluo dizendo que concordo plenamente com o que disseste: “Eu acho que o importante é cada um ser feliz, contagiar com essa alegria as pessoas e animais que rodeiam, e não invadir a liberdade alheia de forma a não incomodar ninguém. Se toda a gente fizesse isto…. tudo seria tão mais fácil.”

  6. [...] Recuperação de drogados à paulada em Igreja [...]

  7. Quebradeira curitiba says:

    enfia um pau no cu desses drogados que dae quem sabe eles criam vergonha na cara e param de dar desgosto a sua familia!

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