Um casal, Jennifer Jackson e Brian Stewart, estavam namorando há 2 anos.
Com muito amor e algum sexo concerteza, Jennifer acabou por ficar grávida. O pai, Brian Stewart, rejeitou logo à partida a paternidade.
Estas pessoas que gostam muito de saltitar mas depois não gostam dos presentes, acho uma graça. E se ambos os pais rejeitassem a paternidade? Deixavam o filho no meio da rua e iam embora?! Não entendo.
Foram então feitos testes de ADN e ficou provado que Brian era mesmo o pai.
O bebé, que era saudável, um dia acabou por ter de ficar hospitalizado com uma porra qualquer. Nada de grave.
Depois disso, o bebé cresceu, cresceu e estava sempre doente. Passado quatro anos, já o bebé tinha 6, fizeram testes de sangue e descobriram que a criança tinha SIDA. PUTZ o_O
Algo realmente estranho. Foi feita então uma investigação para saber como é que era possível a criança ter contraído o vírus, já que ele nasceu saudável e nunca tinha tido uma transfusão de sangue.
O seu pai, Stewart, trabalhava num hospital e ele fazia a recolha de sangue dos pacientes. A mãe de Jackson disse entretanto que durante a fase em que o menino esteve internado no hospital, 4 anos antes, o pai tinha feito ameaças.
Apesar de não haver testemunhas, o pai acabou por ser condenado dois anos mais tarde, pois houve várias pessoas que testemunharam contra ele porque o ouviram a ameaçar usar sangue contaminado comko arma contra a criança.
Qual o sentido em que uma criança que é colocada ao mundo sem pedir nada, que fica doente e acaba hospitalizada ficando ainda mais indefesa, que venha o próprio pai, alguém em que pode confiar, e contamina a criança com algo fatal?
A defesa do pai alegou que o menino poderia ter contraído o vírus de muitas outras formas, até de procedimentos médicos. Para os juízes pesou, no entanto, o facto de o pai ter dito previamente que queria a família fora da sua vida e que não queria pagar qualquer pensão para a criança.
A condenação foi estipulada com pena máxima, ou seja, prisão perpétua.
O filho entretanto cresceu e, para se afastar do pai, mudou o seu nome de Brian para Brryan. Não voltou a estar com o pai. Mas, e apesar de tudo o que aconteceu, perdoa o pai.

Brryan Stewart hoje dá palestras sobre o vírus da SIDA, informando jovens e adultos
“Deus quer que nós perdoemos as pessoas. Não serei como o meu pai. Eu tenho que ser uma pessoa melhor”, disse Jackson.
O pai, hoje com 42 anos, continua preso no estado do Missouri e dentro de dois anos pode ter liberdade condicional. Não aceita ser entrevistado nem permite que os advogados falem em seu lugar.
Brryan Jackson agora faz campanhas para esclarecer as pessoas sobre o vírus HIV.
“Eu espero quebrar barreiras entre o que as pessoas pensam que o vírus é e o que ele realmente é”, disse o jovem.
Brryan está à frente de uma Organização Não Governamental chamada Hope is Vital (Esperança é Vital). Neste momento já trabalha com o Projecto Kindle , uma organização californiana que promove acampamentos de férias com crianças portadoras do vírus HIV.
Por vezes, diz que não tem vontade de sair da cama mas que sempre arranja forças.
Fonte: Yahoo! (Soube desta situação num blog super fixe, o Ainanas)
Eu acho brutal que alguém tenha forças para perdoar um pai que nos tenta matar. É preciso ser muito mais que uma simples pessoa.
Eu penso que justiça humana raramente conhece todos os factos e, também por isso, tem muita imparcialidade. Mas, num caso como este, não sei mesmo o que deveria ser feito. Mas na realidade o pai acaba preso, mas continua a ser a mesma pessoa. A criança continua a ter sida. Ou seja, no fundo, pouco ou nada é feito. Podia até, mesmo a partir da cadeia, pedir a alguém que fizesse mal ao filho cá fora. O mundo é complicado demais, quando a gente não facilita.
Se pudesses dizer alguma coisa a Brryan, o que dirias?
Acho que os efeitos do perdão começam em nós. Do meu ponto de vista, o acto de perdoar nem sequer tem a ver com fazer o outro sentir-se melhor. O outro fez mal e deve confrontar-se com isso. Muitas vezes, confrontam-se quando se apercebem de que a pessoa a quem tentaram fazer mal é tão superior emocional e intelectualmente, que desvaloriza completamente um acto que, para o praticante, envolveu tanto esforço e sentimento. Perdoar tem mais a ver com conseguirmos viver bem, apesar das más coisas com que por vezes nos presenteiam.
Esse puto, por um lado, vê as outras pessoas a terem uma descontracção na vida que ele nunca poderá ter. Por outro, também nunca viveu “normalmente”, pelo que se vai tornando hábito o facto de ter um problema. Hoje, mesmo a Sida é mais controlável e só posso tirar-lhe o chapéu, por ter virado o bico ao prego e fazer algo de útil com a única coisa que o inútil do pai lhe deu.
Há pessoas más, pessoas boas, e pessoas cinzentas. O máximo que cada um pode fazer é aceitá-lo e esperar de cada um aquilo que os torna quem são. Despender energia a pensar que fazer para a outra pessoa se sentir também mal, não vale mesmo a pena. Corrói-nos mais o rancor, o ódio e o sentimento de vingança, do que corrói a qualquer outra pessoa, incluindo aquela a quem dirigimos estas emoções.
@Inês
Concordo com tudo. Algo que o meu pai me ensinou foi “É muito importante saber perdoar.”
Demorei a aprender mas hoje vejo que realmente é o melhor. Vive-se tão bem melhor.
O ódio acaba por corroer a pessoa por dentro. É a pior coisa que se pode viver. Sentimento de ódio e de culpa.
[...] Bebé é contaminado com AIDS propositadamente! [...]
[...] Bebé infectado com AIDS propositadamente [...]