Há muitas fotos que provavelmente já viste por revistas de Surf que são tiradas por este senhor: Clark Little.
É um fotógrafo de ondas. Muitas delas são verdadeiras obras de arte, impressionantes, que são adoradas por surfistas e por muita gente que transporta essas fotografias para molduras que penduram nas paredes da sua casa e até por escritórios.
Mas aquele trabalho que hoje é dos mais reconhecidos do Mundo na sua especialidade, nasceu por mero acaso.
“Trabalhava como supervisor de um jardim botânico e comecei a tirar fotografias por mero acaso.”, diz Clark Little.
“Há dois anos, a minha mulher disse-me que gostaria de ter uma nova fotografia para casa e então decidi experimentar tirar uma foto no mar com uma pequena câmara à prova de água.”

O resultado impressionou-o tanto que decidiu investir em melhor equipamento e iniciar um novo negócio: a captura de ondas.
“Quando fotografei pela primeira vez no mar, usei a experiência que tinha ganho com 30 anos de surf. A partir daí, a minha vida mudou completamente.”
Clark vive na ilha Oahu, no Havai, a mesma da série Lost e a mesma por onde andaram os dinossaurios do filme “Jurassic Park”. É um dos melhores lugares do globo para surfistas se lançarem ao mar.

Enquanto muitas pessoas vão trabalhar de fato e gravata, ou sapatinho bonito, Clark Little levanta-se e vai trabalhar de fato de banho, barbatanas e máquina fotográfica. Ao invés de entrar no carro e levar com uma porra de fila de trânsito, o mar está mesmo à porta de sua casa.
A forma como Clark fotografa é bem engraçada:
“Quando vou fotografar, fico perto da zona de rebentação e, quando a onda chega, meto a máquina dentro do tubo e _click_ fotografo. Não há nenhum truque especial, além de algum conhecimento do oceano.”, diz Clark
Vários anos cima da prancha de surf, ensinaram-no a posicionar-se melhor na onda e a saber o sítio exacto onde esta irá rebentar.O material que usa é uma Nikon D3 e lentes especiais, no valor de 6,000 euros. Pesa aproximadamente 6 quilos e tira 9 fotografias por segundo!
“Fotografar é outra espécie de surfar, mais ou menos como bodysurfing. Depois tenho de aguentar com a máquina que, apesar de flutuar, é muito pesada.”, explica Clark.

Apesar de estar na rebentação, Clark aventura-se muitas vezes entrando em ondas que têm o tamanho de um prédio de vários andares.
“A maior onda que já fotografei foi em Ke Iki, uma praia na baía de Waimea, Havai, onde se realizam vários campeonatos de ondas gigantes. Essa onda devia ter uns seis metros”, disse Clark Little.
As ondas, apesar de não o assustarem, fazem-no correr riscos:
“Às vezes consigo respirar fundo e mergulhar por baixo da onda depois de a fotografar. Outras vezes sou arrastado até à costa. Já cheguei a voar 10 metros até aterrar na areia.”
“O pior que já me aconteceu foi bater numa rocha e ficar com alguns ferimentos.”

O seu site oficial, ClarkLittlePhotograpy.com, teve 125,000 visitantes de 177 países em Maio. As imagens podem ser compradas e variam entre 35 e 3000 euros. Tudo depende da foto, do tamanho e da qualidade do papel.
Se se comparar com o blogue dos Deuses, o blogue teve 110,000 visitantes, de 98 países, apenas em Junho.
O rendimento de Clark com o site é, neste momento, a sua única fonte de rendimento, uma vez que tem bastantes compradores.
“O sucesso foi uma grande surpresa porque nunca tive formação em fotografia. O meu pai era fotógrafo e, pelos vistos, ficou-me no sangue.”, disse Clark.

Está previsto lançar um livro com as melhores fotos, com cerca de 200 páginas, a convite de dois amigos da revista “Surfer”. Será vendido através do seu site oficial com um preço de US$ 100 (70 euros).
O livro com o nome “The Shorebreak Art of Clark Little” tem o prefácil escrito pelo mítico campeão do mundo Kelly Slater.
As fotos, que são simplesmente divinais, são tiradas desse jeito:
Clark já deu imensas entrevistas. Aqui ficam dois desses momentos:
Fonte: Mércia (quando arranja outro mail para eu lhe poder escrever?)
Se quiseres ver mais fotos, podes ver, e comprar, no Site oficial de Clark Little.